A Square Enix confirmou detalhes cruciais sobre o capítulo final da trilogia Final Fantasy VII Remake. Além de definir o rumo para a conclusão da saga, a produtora revelou que o terceiro jogo continuará a ser desenvolvido no Unreal Engine 4 (UE4). A decisão de manter o motor gráfico anterior, em vez de migrar para o Unreal Engine 5, surge num momento de transição tecnológica na indústria, mas visa garantir a consistência técnica e agilizar o processo de produção.
A decisão baseia-se, em grande parte, em razões pragmáticas de desenvolvimento. Em entrevistas recentes, o diretor de Final Fantasy VII Remake Part 3, Naoki Hamaguchi, destacou que a equipa personalizou profundamente o UE4 ao longo dos anos para satisfazer as exigências únicas desta trilogia. Mudar para o UE5 agora exigiria uma reformulação completa de todas as modificações já implementadas no motor, o que comprometeria os fluxos de trabalho e atrasaria inevitavelmente a produção.
A familiaridade é outro fator determinante. A equipa de desenvolvimento dedicou anos a refinar a sua estrutura de trabalho no UE4, adaptando-o a sistemas de combate complexos, modelos de personagens detalhados e ambientes vastos. Ao manter este ecossistema estabelecido, os produtores podem concentrar-se em aperfeiçoar a jogabilidade e a narrativa, em vez de perderem tempo a aprender as nuances de um novo motor. Esta escolha garante também uma coesão visual e técnica com Final Fantasy VII Rebirth e o Final Fantasy VII Remake.
Além disso, o UE4 oferece estabilidade e previsibilidade essenciais para a otimização multiplataforma. Com o lançamento da terceira parte previsto para 2027 em consolas de próxima geração — incluindo a sucessora da Nintendo Switch — utilizar um motor bem conhecido minimiza riscos de desempenho e eventuais obstáculos técnicos. Para Hamaguchi, manter o UE4 é uma decisão estratégica fundamental para assegurar um cronograma de produção fiável e entregar um capítulo final verdadeiramente polido.
Embora o Unreal Engine 5 ofereça recursos revolucionários, como a geometria Nanite e a iluminação global Lumen, a Square Enix optou pelo refinamento em detrimento da tecnologia de ponta. Ao manter a versão personalizada do UE4, a equipa garante uma fidelidade visual de alto nível, já característica da série, permitindo que o foco permaneça na narrativa, na inovação do gameplay e na construção do mundo, evitando os complexos desafios técnicos de uma migração de motor.
Esta decisão reflete uma tendência prudente na indústria: muitos estúdios enfrentam atrasos severos ao mudar de motor durante o ciclo de produção. Ao capitalizar a sua vasta experiência com o UE4, a Square Enix assegura um desenvolvimento mais fluido e minimiza riscos técnicos. Para os fãs, isto traduz-se numa experiência visual e mecânica consistente, preservando o estilo icónico que define a trilogia.
Em última análise, a continuidade no UE4 demonstra um equilíbrio estratégico entre inovação e pragmatismo. Esta escolha sublinha o compromisso da equipa em entregar uma conclusão coesa e polida para a saga Final Fantasy VII Remake, tirando partido de ferramentas e fluxos de trabalho que já provaram o seu sucesso.
A espera pela terceira parte de Final Fantasy VII Remake ainda será longa, mas a Square Enix já confirmou que o título oficial foi escolhido, embora permaneça em segredo. Resta-nos aguardar que a revelação oficial chegue acompanhada por um trailer de gameplay num futuro próximo. Entretanto, pode consultar o nosso comparador para adquirir o Final Fantasy 7 Remake & Rebirth Twin Pack, garantindo o acesso aos dois primeiros capítulos desta jornada épica ao melhor preço.
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