A Sony surpreendeu os fãs ao revelar e lançar oficialmente God of War: Sons of Sparta durante a sua apresentação de fevereiro da PlayStation. Este novo título expande o vasto universo de God of War, mas com uma ousada mudança estilística. O jogo surge como uma celebração do legado da franquia e um teste aos limites da marca para além da sua fórmula de sucesso. Disponível agora para a PlayStation 5, o seu lançamento coincide com a confirmação de que um remake da trilogia grega original está em desenvolvimento no Santa Monica Studio, sinalizando um foco renovado nas origens mitológicas de Kratos.
Ao contrário dos épicos cinematográficos que definiram o aclamado God of War de 2018 e a sua sequela, God of War Ragnarök, Sons of Sparta é um jogo de plataformas e ação em 2D com uma leve estrutura de Metroidvania. Desenvolvido pela Santa Monica Studio em colaboração com a Mega Cat Studios e publicado pela Sony Interactive Entertainment, o jogo explora a juventude de Kratos durante o seu treino espartano ao lado do seu irmão, Deimos. Os jogadores irão navegar por ambientes interligados inspirados na Grécia Antiga, desbloqueando habilidades ligadas a artefactos divinos e progredindo através de combates que reinterpretam a identidade brutal da franquia num formato de side-scrolling.
A narrativa funciona como uma prequela canónica dentro da saga God of War, contando com o regresso de vozes familiares que ajudam a ligar as diferentes eras da série. O combate centra-se em mecânicas de lança e escudo, combos aéreos e habilidades baseadas na fúria, enquanto os confrontos com os bosses se inspiram em criaturas mitológicas bem conhecidas dos fãs. A Sony posicionou o projeto como um tributo de aniversário e uma experiência criativa: um jogo estilizado e de baixo custo, concebido para complementar, e não substituir, os títulos principais da saga.
God of War: Sons of Sparta tem gerado reações mistas desde o seu lançamento. Enquanto alguns celebram a tentativa de revisitar a mitologia grega e explorar os anos de formação de Kratos através de uma abordagem inspirada em títulos retro, outros demonstram reservas quanto à execução. A direção artística e o tempo de campanha mais enxuto foram elogiados como pontos positivos, mas a jogabilidade tem sido criticada por carecer do peso visceral e do impacto cinematográfico que definem os jogos modernos da franquia God of War. Problemas como o ritmo dos combates, a repetitividade dos cenários e as constantes comparações com jogos indie de ação mais inovadores enfraqueceram o entusiasmo em torno do título. Como resultado, o spin-off tornou-se numa das entradas mais divisivas da série.
A controvérsia ganhou força com os comentários de David Jaffe, criador original da série, que se mostrou crítico em relação ao projeto. Jaffe afirmou que o spin-off falha em capturar a essência que tornou a franquia tão icónica, alegando que falta ao jogo o tom e a intensidade que marcaram os títulos anteriores. Embora tenha reconhecido a qualidade técnica e o esforço por detrás do projeto, questionou se a direção criativa faz jus ao legado da saga. Suas declarações reacenderam debates acalorados dentro da comunidade gamer, com alguns fãs concordando que a transição para o 2D compromete a escala épica da série, enquanto outros defendem que a experimentação é essencial para manter o franchise relevante, especialmente ao entrar na sua terceira década.
Independentemente das opiniões divididas, God of War: Sons of Sparta simboliza um momento importante na história da franquia. O impacto foi reforçado pelo lançamento surpresa, a ligação à data comemorativa do aniversário da série e o anúncio de uma futura trilogia que pretende reimaginar os clássicos da era grega. Estes fatores deixam claro que Kratos permanece no centro da estratégia da PlayStation. Resta agora saber se o spin-off em 2D encontrará lugar no coração dos jogadores como um favorito de culto ou se será lembrado como um desvio controverso.
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