O aclamado Dispatch, do AdHoc Studio, chegou finalmente à Nintendo Switch e Switch 2, mas o seu lançamento foi recebido com uma onda de críticas por parte dos fãs. A elegante aventura narrativa de super-heróis, elogiada pelo seu humor, escrita afiada e enredos ramificados, chega às plataformas da Nintendo com uma censura que não pode ser desativada, marcando uma diferença notável em relação às versões para PlayStation e PC.
Originalmente lançado em episódios em 2025, Dispatch tornou-se rapidamente uma das maiores surpresas do ano, vendendo mais de três milhões de cópias nos primeiros meses. Os seus temas adultos — que incluem nudez breve, partes do corpo expostas e gestos vulgares ocasionais — faziam parte integrante do tom cómico e das interações entre as personagens. Nas versões anteriores, os jogadores podiam ativar um filtro de censura que cobria esses momentos com barras pretas.
No entanto, nas versões para a Switch e Switch 2, essa opção está bloqueada permanentemente. Cenas que dependem de piadas visuais, como um momento em que um problema no guarda-roupa da super-heroína Blonde Blazer gera opções de diálogo humorísticas, agora apresentam barras pretas que obscurecem a subtileza da escrita original. Os fãs argumentam que esta mudança afeta o timing cómico e diminui a expressividade das personagens em momentos cruciais da narrativa.
A AdHoc Studio confirmou, numa declaração à Eurogamer, que a censura foi obrigatória devido aos critérios de conteúdo exigidos pela plataforma. Embora não tenham fornecido detalhes específicos, o estúdio garantiu que "a narrativa central e a experiência de jogo permanecem inalteradas em relação ao lançamento original".
Muitos jogadores especulam que a CERO, a rigorosa comissão de classificação do Japão conhecida por suas políticas restritivas sobre nudez e desmembramento, seja a principal responsável. Como a Nintendo frequentemente distribui uma única versão digital unificada nas suas eShops globais, qualquer jogo restringido pela CERO pode acabar censurado em todo o mundo — a menos que versões regionais específicas sejam criadas. No entanto, estúdios independentes como a AdHoc tendem a evitar esta abordagem, uma vez que aumenta custos e complica a aplicação de atualizações.
Embora a censura possa ou não impactar a diversão, a situação reacendeu o debate sobre as políticas inconsistentes de conteúdo da Nintendo e os desafios impostos pelas lojas globais na harmonização das classificações etárias. O estúdio afirmou que poderá fornecer mais esclarecimentos no futuro, mas, por agora, os jogadores terão de aceitar as versões censuradas da Switch tal como estão.
Apesar da controvérsia, o lançamento de Dispatch na Switch 2 promete impulsionar ainda mais as suas já impressionantes vendas. Se estás a pensar em adquirir o jogo, utiliza o nosso comparador de preços para encontrar a melhor oferta de Dispatch em todas as plataformas, garantindo que escolhes onde viver a história completa.
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